A situação do transporte coletivo urbano de Feira de Santana voltou a ser alvo de discurso do vereador Edvaldo Lima (PP), na sessão ordinária da Casa da Cidadania, na manhã desta terça-feira (18).

O edil contou que, preocupado em resolver os problemas do transporte público, entre eles, a garantia dos direitos trabalhistas e reaproveitamento de 100% dos rodoviários pelas novas empresas que vão operar o sistema de transporte coletivo, o presidente do Legislativo Feirense, Reinaldo Miranda – Ronny (PSDB), criou uma comissão composta pelos vereadores Edvaldo Lima (PP), Marcos Lima (PRP), Neinha (PMN), Correia Zezito (PTB), Pablo (PMDB), Cíntia Machado (PSC) e Alberto Nery (PT), que participou de uma audiência, na tarde de ontem, no Ministério Público.

De acordo com Edvaldo, o promotor Sávio Damasceno informou que MP não poder intervir nessas questões, ressaltando que cabe ao Município resolvê-las.

“Dizem que após a reunião do Ministério Público ia ter uma reunião com o Governo do Município, mas a mim nada foi comunicado sobre o horário da reunião, nem o local. Então, eu não posso responder. Se teve a reunião com o prefeito, eu não estava presente”, ressaltou.

Advogado do Sincol

Em seguida, o oposicionista disse ter ficado perplexo com a acusação, feita na delegacia, do advogado do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo de Feira de Santana, Ronaldo Mendes, contra a Prefeitura Municipal e as empresas que ganharam o processo licitatório do transporte público.

De acordo com Edvaldo, Ronaldo Mendes acusa o Governo Municipal e empresas que venceram a concorrência pública de serem os responsáveis pelo arrombamento do seu escritório, na madrugada da última segunda-feira (17).

“Olha, eu estou muito preocupado com isso e eu quero até pedir ao doutor Ronaldo Mendes que procure a Secretaria de Segurança Pública para solicitar segurança para ele; eu quero pedir ao presidente da Ordem dos Advogados de Feira de Santana para que possa acompanhar o advogado Ronaldo Mentes, porque isso é muito grave”, disse o vereador, informando que a acusação do advogado foi repercutida em vários meios de comunicação, entre eles, o jornal Folha do Estado.

Na oportunidade, o vereador citou um assalto ocorrido em 2013 com um membro de sua família. “Eu agora posso entender por que minha filha foi assaltada. Aqueles elementos que levou a minha filha, que assaltaram em cima do viaduto do Tomba,  falaram: ‘diga aquele vereador para calar a boca e não falar mais do transporte’”.

A declaração do oposicionista causou indignação ao vereador Isaías de Diogo (PPS), que solicitou que fosse registrado em ata que o edil Edvaldo Lima teria “acusado a Prefeitura de ter armado um assalto com sequestro relâmpago para a filha dele”.

Na sequência, o vereador Beldes Ramos (PT) defendeu Edvaldo Lima, afirmando que o que foi dito pelo edil Isaías de Diogo não condiz com a verdade. “Em nenhum momento aqui o vereador Edvaldo Lima disse que foi a Prefeitura que fez qualquer ato contra ele”.

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Redação

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