Em pronunciamento, na sessão ordinária desta terça-feira (06), na Câmara Municipal de Vereador, o edil Marcos Lima (PRP) rebateu o pronunciamento do colega Roberto Tourinho (PV), que criticou a atuação das cooperativas em Feira de Santana.

“Nunca tratei de cooperativas, pois entendo que cabe ao Executivo realizar a melhor forma de administrar, mas cabe ao vereador, como fiscalizador, avaliar como a administração está sendo feita. Observamos que muitos órgãos estão com número reduzido de funcionário e sabemos também que a Prefeitura tem um limite de contração, para que não fira a Lei de Responsabilidade Fiscal”, pontuou Marcos.

E continuou. “A contratação de cooperados é mais barata, mas não concordo quando dizem que o cooperado ganha mais que o efetivo. Entendo que o contrato com a cooperativa ajuda muitos pais de família que não têm como fazer concurso ou melhorar a condição de trabalho. Entendo que as cooperativas devam melhorar os salários, pagar 13º salário e férias, mas discordo de que seja o câncer da administração pública, como citado aqui por Roberto Tourinho”, disse.

Em aparte, o líder do Governo na Casa, vereador Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM), afirmou que existe um processo licitatório para a contratação de cooperativas. “ É uma oportunidade de contratar pessoas que não têm estudo, ou condição de ter uma vida mais confortável. Lembrando que as cooperativas não pagam menos que um salário mínimo. A Prefeitura faz tudo dentro das leis”, defendeu.

Também em aparte, o edil Cadmiel Pereira (PSC) lembrou que há legislação que reza sobre os contratos e sobre os critérios estabelecidos para a contratação de empresas e cooperativas. “Isso acontece em todo o território nacional e não só em Feira de Santana. Feira de Santana não fere a legislação”, observou.

Também participando do debate, o vereador Zé File (PROS) disse não ser contra as cooperativas e sim contra a forma como os cooperados são tratados. “Devem pagar 13º salário, férias, como recebem todos os trabalhadores”, avaliou.    

De volta com a palavra, Marcos Lima afirmou que não se pode colocar as cooperativas como algo ruim que acontece apenas em Feira de Santana. “Não serei demagogo em dizer que indicações acontecem apenas no Executivo feirense, isso acontece no Senado, na Câmara dos Deputados e mais. Esse é um modelo político que existe em nosso país. As licitações realizadas em Feira de Santana estão dentro das leis”, garantiu.  

 

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Redação

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