Devido à repercussão do caso do menino Henry Borel, de 4 anos, que morreu em 8 de março, no Rio de Janeiro, após sofrer 23 lesões corporais externas supostamente praticadas por sua mãe e seu padrasto, o vereador Emerson Minho (DC) apresentou na Câmara Municipal um projeto de lei que dispõe sobre oferecimento de tratamento psicológico e social para crianças que vivem casos como este – que ganhou notoriedade nos últimos dias.
O vereador acredita que se a sociedade não estivesse vivendo uma pandemia, os profissionais competentes poderiam acompanhar essas crianças nos centros existentes na cidade. “Devido à pandemia do coronavírus, adequamos o projeto à situação atual e pretendemos acompanhar diversos casos com o do menino Henry, que podem acontecer no quintal das nossas casas e nós não ficamos sabendo”, disse.
Emerson Minho lamentou o fato de que muitos casos como o de Henry são notórios e ganham visibilidade porque envolvem políticos, “mas e os casos que devem acontecer próximo a nós, em bairros da nossa cidade, e nós não ficamos sabendo?”, indagou. Destacou também que quem praticou os assassinatos eram pessoas que deveriam estar cuidando e protegendo as crianças, em tese, e destacou que uma criança, quando maltratada, consegue falar pelo jeito de olhar, pela forma como repudia pessoas, e através da dificuldade no aprendizado.
O processo apresentado pelo parlamentar na Casa tramitará, primeiramente, na Comissão de Constituição e Justiça para que seja feita uma análise pelos vereadores integrantes e, se constitucional, será discutido na ordem do dia em breve.
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